Lições que os empreendedores podem tirar do sucesso de Pokémon GO!

Imagem de divulgação do jogo.
Imagem de divulgação do jogo.

Lançado em mais de 30 países, baixado por 75 milhões de pessoas e com 21 milhões de usuários ativos diários, o jogo para celular Pokémon GO! tornou-se rapidamente um fenômeno midiático e financeiro. O frisson para a chegada do game no Brasil é grande e a especula-se que no próximo domingo (31/07) os fãs brasileiros já possam imergir na experiência de caçar pokémons onde quer que eles estejam.

Um case tão bem sucedido tende a deixar lições de como se comportar nos negócios. Sairão na frente dos concorrentes os empreendedores que souberem incorporar algumas das táticas utilizadas pela Nintendo, The Pokémon Company e Niantic para alcançar esse sucesso estrondoso. Que tal conferir uma lista de dicas de empreendedorismo preparadas pelos executivos de startups?

Inovação

Pokémon GO é um exemplo de inovação e mostra que sempre está em tempo de pensar fora da caixa. A Nintendo saiu do modelo de negócios automático e explorou a essência do videogame, que não está apenas na tecnologia enfatizada pelas marcas, mas também na interatividade e na relação que os jogos podem ter com a vida real. Para ser bem sucedido no mercado, às vezes, é fundamental pararmos de seguir o fluxo da concorrência e olharmos para onde ninguém está olhando para enxergar o que os clientes realmente querem de nós.

Antônio Miranda, CEO do Cuponomia, plataforma que reúne cupons de desconto dos principais players de comércio eletrônico do país

Ótica e reinvenção

Não se prenda ao óbvio. Tente olhar as coisas sob outra ótica para encontrar as melhores oportunidades. O lance do jogo é procurar o Pokémon em lugares muitas vezes inusitados e até arriscando encontrar alguma raridade. Isso vale para os empreendedores também, que precisam treinar o “olhar” para oportunidades novas e às vezes escondidas.

Reinvente os clássicos. O jogo é uma reinvenção de um personagem e de uma empresa que estavam numa maré baixa e isso tem muito a ver com as startups de tecnologia, que pegaram mercados clássicos (táxi, contabilidade, etc) e reinventaram a forma de fazer as coisas melhorando consideravelmente o que já existia. Ou seja, para os empreendedores, reinventar os clássicos diz respeito a disrupção e impacto, e não exatamente reinventar a roda ou propor novidades que não trazem benefícios concretos.

Vitor Torres, CEO do Contabilizei, escritório de contabilidade online para micro e pequenas empresas dos setores de serviço e de comércio

Ouça o seu público

No dia 1º de Abril de 2014 o Google lançou um jogo muito parecido com esse, a ideia era caçar Pokemons através de realidade aumentada, porém, utilizando o Google Maps. Era uma brincadeira, mas as pessoas foram a loucura, é claro! O sucesso já era anunciado, o que a Nintendo fez foi dar ouvido a essas vozes e criar o jogo que fez o valor da empresa na bolsa de valores subir impressionantes US$ 11 bilhões. Como empreendedores, muitas vezes temos problemas para ouvir o nosso público, pois temos certeza que conhecemos o produto e que sabemos nossas limitações internas. No caso do Pokemon Go o feedback do público foi extremamente positivo, mas também poderia ser negativo, temos que levar isso em conta em ambas as situações.

Gisele Giardelli, country manager do DeeMe, aplicativo de mensagens através de imagem e texto com foco na criatividade

Foco no target

O Pokémon GO é um grande exemplo de que pensar no que o seu público-alvo realmente quer e está buscando sempre será a melhor estratégia de negócio. Vivemos em um mundo onde as pessoas estão conectadas durante todo o tempo e querem solucionar seus problemas e obter respostas para seus anseios a um clique, usando seus smartphones, de preferência. Simplificar os processos e entregar ao consumidor o que ele precisa é o que definirá se uma empresa terá sucesso.

Vanessa Louzada, fundadora da holipet, marketplace para pets

Adaptação e Agilidade

Há mais de uma década se fala em realidade aumentada, mas pela primeira vez a tecnologia está acessível a milhões de pessoas. Muitas empresas já incluíram o jogo em suas ações de marketing e passaram a comprar itens do game, aproveitando dessa popularidade, para atrair clientes para os seus negócios. Saem na frente aqueles que enxergaram essa oportunidade, adaptaram suas estratégias e estão investindo em algo que pode ou não ser passageiro, mas que com certeza atrairá um bom público aos seus estabelecimentos.

Em um mundo globalizado, as empresas precisam ter agilidade para colocar suas ideias em prática e disponibilizar para o maior número de pessoas possível. Já criou-se uma grande expectativa entre os brasileiros sobre a estreia do jogo em território nacional também e a demora em apresentar algo para o público, que é super ativo nas redes sociais, pode trazer um ponto negativo para a imagem da marca.

Caio Lopes, Diretor de Tecnologia da Mobile2you, desenvolvedora de apps mobile sob demanda

Monetização

É sempre um desafio para startups de aplicativos encontrar maneiras de monetizar. Aparentemente, o modelo de negócio mais plausível são os aplicativos freemium, que são grátis para baixar e possuem a opção de compras dentro do aplicativo. O Pokémon Go, além de implementar esse tipo de modelo de monetização com as compras de pokébolas e itens dentro do jogo, pensou fora da caixa e encontrou uma maneira realmente inovadora: locais patrocinados. Essa estratégia de geomarketing fez o aplicativo gerar receita de lojas e demais empresas que desejam atrair mais visitas de consumidores para seu estabelecimento. Eles pagam para colocar Pokémons dentro do local e, consequentemente, atrair pessoas até a loja. Os anunciantes são cobrados baseados em “custo por visita”, que é semelhante ao conceito de “custo por clique” utilizado para estratégias de SEO.

O resultado disso foi que em apenas 7 dias, o aplicativo foi o jogo de maior monetização da história, baseado na receita de acordo com os downloads em celulares. O Pokémon Go é um exemplo perfeito de como implementar uma forma de monetização atraente para os dois lados: os anunciantes e os consumidores.

Guilherme Ebisui, CEO e sócio-fundador do Poppin, novo app de relacionamento disponível nos sistemas iOS e Android

Via Assessoria de comunicação

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Posted by innovoengenharia

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