MagLev Cobra – Uma solução sustentável para o transporte público

Em fevereiro, visitei na Cidade Universitária da UFRJ o protótipo de um trem que promete ser mais uma opção para o transporte público urbano. Trata-se do MagLev Cobra, nome dado pelo professor e Coordenador do projeto Richard M. Stephan do Laboratório de Supercondutores – LASUP/COPPE/UFRJ.

Aparentemente o protótipo parece com um vagão de um trem comum, ainda dispondo uma estação e embarque e desembarque e placas de sinalização, como uma estação de metrô. O detalhe que torna o projeto inovador é que o MagLev Cobra levita sobre os trilhos. O contato físico existente com os trilhos – pensando num modelo comum de vagão – é substituído por criostatos resfriados a -300º C por Nitrogênio Líquido, tornando a superfície supercondutora, fazendo com que o vagão levite.

O princípio é o mesmo de quando aproximamos dois imãs de mesma polaridade: estes imãs tendem a se repelir um com o outro. Caso a polaridade seja contrária, vai existir uma atração entre eles.

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A proposta do MagLev Cobra é reduzir os custos de implantação de um novo sistema de transporte comparados aos já existentes. Sabemos que o crescimento das grandes cidades está em aceleração e a demanda do transporte público cresce junto para atender a população.

O custo de implantação do MagLev é cerca de 33% do custo da implantação de um metrô que atenda da mesma forma uma grande cidade. A velocidade máxima desse trem pode chegar a 100 km/h facilmente. Além disso, não é poluente, utiliza apenas eletricidade para seu funcionamento e é completamente silencioso.

Segundo o professor Richard, até 2020 a Cidade Universitária ganhará mais 4,5 km de trilhos com o MagLev Cobra, ligando o CT2 até a Estação de BRT do Fundão. E o projeto final é ligar os dois maiores aeroportos do Rio de Janeiro (Santos Dumont, no Centro e o Galeão-Tom Jobim, na Zona Norte) com o MagLev, sem prazos definidos ainda.

Fiz a experiência e entrei no vagão para um passeio de aproximadamente 500 metros, ligando o Centro de Tecnologia a sede da COPPE/UFRJ. Realmente, não há ruído dentro da cabine. Não há trancos também como nos outros sistemas de transporte. A única coisa que ficou de melhoria foi a instalação de um ar-condicionado na cabine, no qual lá dentro estava fazendo mais que 40º C (verão no Rio de Janeiro não é brincadeira, risos). Mas a visita foi bastante produtiva.

Pra quem tiver mais curiosidade sobre o projeto, vocês podem acessar aqui o link para a página oficial do MagLev.

Ou se tiverem pela cidade do Rio de Janeiro, todas as terças-feiras ocorre uma visitação pública e gratuita ao trem de levitação magnética. O Local é no Bloco H do Centro de Tecnologia da Universidade Federal do Rio de Janeiro – Ilha do Fundão.

 

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Posted by Paulo Geovane

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