O que é Engenharia Química?

Muitos estudantes quando terminam o ensino médio pensam em cursar Engenharia Química no superior, mas, algumas perguntas surgem na cabeça dos alunos antes de tomar a decisão definitiva. São elas: O que é finalmente Engenharia Química? Quais as disciplinas? E, principalmente, qual é o salário médio da profissão?

O American Institute of Chemical Engineers (AIChe) define a Engenharia Química como “a área que dedica-se à concepção, desenvolvimento, dimensionamento, melhoramento e aplicação dos Processos e dos seus Produtos”. Desta forma, a profissão desenvolve a análise econômica, dimensionamento, construção, operação, controle e gestão das Unidades Industriais que concretizam esses processos, assim como a investigação e formação nesses domínios.

O Engenheiro Químico será um profissional apto a elaborar novos métodos para fabricação de produtos químicos e produtos sujeitos a tratamento químico, projetar e controlar a construção, a montagem e o funcionamento de instalação e fábricas onde se realiza o preparo ou o tratamento químico, além de encontrar métodos para reduzir os custos de produção dentro do padrão de qualidade.

Percurso acadêmico

A grade curricular de um curso Superior de Engenharia Química conta com disciplinas comuns com os outros ramos da Engenharia, como Cálculo, Introdução a Engenharia, Física Fundamental, entre outras. Mas é a partir das disciplinas específicas que um profissional da área vai se especializar no seu setor de atuação. Segundo o professor Emanoel Igor, todos os cursos de exatas possuem em sua grade uma disciplina de Química, mas para a Engenharia Química ela é de extrema importância “A Química é uma ciência fundamental que estuda a matéria e suas transformações, ou seja, tudo o que nos cerca. No caso das engenharias, não há como criar e inovar produtos e processos sem um conhecimento básico sobre a estrutura da matéria, daí a importância”.

Segundo o professor durante o percurso acadêmico, sempre irá surgir dúvidas nos estudantes sobre se este era realmente o curso que realmente gostaria de fazer. Esses questionamentos são comuns a todas as áreas, uma vez que os estudantes concluem o ensino médio e rapidamente se inserem no ensino superior, sem se permitirem aquele tempo necessário para conhecer melhor a área que irão atuar. “Na engenharia química, devido a grande diversidade de processos e produtos, essas dúvidas são ainda maiores. Os alunos geralmente se queixam da quantidade de conteúdo teórico, solicitam mais atividades como visitas técnicas em indústrias e laboratórios, e outras de caráter mais prático”, comenta Emanoel.

Marcado de trabalho da Engenharia Química

Para o presidente da Federação Nacional dos Estudantes de Engenharia Química (FENEEQ), Gustavo Molina, a tendência natural é que o Engenheiro Químico trabalhe na área de processos. “Porém, um mundo vasto o espera. Ele também poderá atuar nos processos de transformação no qual necessitem de suas tarefas como: Produção, Suply Chain, Estratégia, Comercial, automação, entre outras”. Molina afirma ainda que a Bahia é um grande mercado de captação deste tipo de profissional. “O Polo de Camaçari tem recebido muitos Engenheiros Químicos para trabalharem nas empresas da região seja da Área de bebidas, tintas, indústria automobilística, consultorias, até mesmo os bancos”.

Engenharia Química e questões socioambientais

Apesar de existir certa ideia sobre os malefícios que as engenharias e principalmente a engenharia química traz para o meio ambiente, e para a sociedade, muitos professores afirmam que a área tem muito a contribuir nessas duas dimensões. “Na ambiental, através do desenvolvimento de processos menos poluentes, produtos mais seguros, aproveitamento de resíduos. Na social, agregando valor a diferentes matérias-primas, gerando então empregos, renda, desenvolvimento regional e nacional”, informa Emanoel.

Salário Médio do Engenheiro Químico

Segundo Molina, quando contratado, um engenheiro químico poderá ganhar a partir de nove salários mínimos, conforme a resolução. “Porém, muitos podem ser contratados para outras funções, como analistas, assessores, trainees, etc, o que não necessariamente implica em receber o salário base de engenheiro, visto que ele não estará alocado nessa função”.

Leia a entrevista completa com a FENEEQ aqui

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Posted by Joseane Rosa

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