Estudo no exterior: pontes e barreiras

Muitas pessoas têm vontade de fazer um curso, ou graduação no exterior. Mas, muitas vezes, quando cegam lá, elas podem encontrar preconceito de outros alunos e professores. Nesta entrevista a Engenheira Biotecnológica/Química, Andréia Napoleão,29 anos, nos conta como conseguiu ingressar em uma universidade na Europa e as barreiras que encontrou durante o curso.

Conte-nos como e quando você decidiu cursar engenharia?

Antes eu cursava Direito na Universidade Luterana do Brasil-Ulbra na cidade de Ji-Paraná, Rondônia. Mas por causa da saturação da área eu resolvi trocar de curso de um momento para o outro e saí da sala em uma aula de Direito do Trabalho e voltei para casa. Mas nenhum curso me motivava, então decidi sair do Brasil para estudar e resolvi que faria Engenharia na Europa.

Como seus pais reagiram quando decidiu estudar na Europa?

Meus pais sempre foram muito flexíveis e sempre me apoiaram em todas as decisões inclusive de vir estudar na Europa. Minha mãe no começo tentou me convencer a ficar, mas depois percebeu que realmente era o que eu queria.

Como foi o processo de seleção?

Fiz um exame superdifícil equivalente ao vestibular no Brasil. Mas existem vários processos de seleção para entrar, e a cada vez, muito mais acessível. O mais difícil aqui não é entrar na Universidade, e sim conseguir terminar o curso.

E no curso como foi o dia a dia com professores e colegas?

No começo horrível, eu tinha vontade voltar para minha casa, meu país. Eu não conseguia perceber muito por causa do idioma, tudo a nível muito avançado. Os professores explicavam coisas que a população de lá tinha visto no segundo grau. Matérias que não temos nas escolas secundárias do Brasil, por melhores que sejam. Com isso, o primeiro ano foi superdifícil.

Encontrou algum preconceito por parte dos colegas?

Sim, um pouco! Aqui a competição é enorme. Estão mais preocupados com a nota que o colega tirou do que com a própria. Existe uma grande competição com os brasileiros. Apesar de nos estarmos menos preparado acabamos por nos destacar mais. Acho que o despreparo faz com que nos esforcemos muito mais.

No geral, como foi a experiência?

Adorei estudar fora do Brasil. Agora vou para a Inglaterra trabalhar na minha área e fazer o mestrado, e em seguida o Doutoramento. A experiência é ótima aconselho a todos estudarem fora. Aqui na Europa você faz grandes amizades e cria laços para toda uma vida. Além disso, você saí muito bem preparada para o mercado de trabalho.

Atualmente você trabalha em qual empresa? Quais suas perspectivas para o futuro?

Estou estagiando no Instituto Português Ricardo Jorge, mas em breve, como disse, irei exercer a minha profissão na Inglaterra. Já tenho trabalho, essa é a facilidade de ser Engenheira e estar bem preparada.

Gostaria de acrescentar alguma coisa?

Estudem muito e aproveitem tudo que possa acrescentar o aprendizado de vocês. Aproveitem o tempo disponível para estudar INGLÊS. Uma Engenheira sem falar inglês não é nada.

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Posted by Joseane Rosa

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