Gabriel Gomes fala sobre a experiência em cursar Engenharia

Gabriel Gomes, 20 anos, é técnico em automação industrial formado pelo Instituto Federal da Bahia (IFBA), e atualmente faz graduação em Engenharia Química na mesma instituição.
Cofundador da Innovo Gabriel será um dos nossos colunistas e irá dissertar sobre a importância do conhecimento científico no desenvolvimento de novas tecnologias. Nesta entrevista ele fala sobre como se interessou por engenharia, sobre o início do grupo e sobre a importância de, com tão pouco tempo de vida, terem ganhado um prêmio como o da Fabesp.
INNOVO – Você fez automação no IFBA? Como percebeu que era a sua área? E como foi a experiência?
GABRIEL – Eu cursei automação industrial no IFBA por influência de minha família, principalmente meu tio que fez o mesmo curso quando  a instituição era chamada de Escola Técnica. Antes de me inscrever para fazer a prova eu procurei saber um pouco do que era automação e o mercado trabalho, e isso me motivou a conhecer mais da área que futuramente seria minha profissão
Durante o curso algumas matérias me deram a certeza que eu tinha escolhido certo, matérias relacionadas as variáveis industrias, ao controle dessas variáveis de processo e outras matérias que me deram uma visão mais ampla dos processos industrias. Além disso, a experiência de cursar o técnico no IFBA me fez amadurecer muito como pessoa e como profissional, assim como João Marcelo já comentou anteriormente, durante o curso técnico a gente aprende a importância do engenheiro ter o conhecimento técnico da sua área, o que, certamente, me tornará um profissional mais completo.

INNOVO – Atualmente você trabalha na área? Como é a rotina e como tem aproveitando as experiências acumuladas durante o ensino técnico do IFBA?

GABRIEL – Atualmente eu estou ingressando numa área diretamente relacionada a automação, que é a operação de processos industriais. Nessa área eu utilizo muito do conhecimento equipamentos industriais, de controle e variáveis de processo, entre outros adquiridos no curso, no entanto o que a gente aprende no curso é somente a “ponta do iceberg”, o conhecimento real só vem com a vivência do trabalho, da rotina, e o mais fascinante é que cada processo tem sua especificidade e é preciso está se aprimorando a todo tempo. Assim como acontece na engenharia de forma geral, que tem uma dinâmica muito acelerada e é preciso está atento para acompanhar as inovações.
Quando se trata da rotina de trabalho, o operador de processo é responsável por realizar as rotinas para controlar a planta industrial, conhecer o processo, e está de prontidão para eventuais falhas. É um trabalho em sua maior parte de turno, o que me atrai muito e se encaixa ao perfil, por ser um  trabalho dinâmico e de horários versáteis.
INNOVO – Você agora vai começar o curso superior de engenharia química. Qual o motivo da mudança de curso? È possível aproveitar o que aprendeu cursando automação?
GABRIEL – Na verdade é o contrário, fazendo engenharia química eu vou me aprofundar numa parte da automação industrial que eu tenho mais afinidade, que é o controle e entendimento dos processos.
Parando para analisar, na sua maioria os processos industriais são processos químicos ou petroquímicos e o conhecimento da química se faz essencial para um entendimento mais sólido, outro ponto interessante é que o curso de engenharia química tem uma grade voltada para o entendimento dos processos industriais, o que faz dele um curso versátil quanto a sua área de atuação no âmbito industrial.
INNOVO – Como a engenharia, principalmente a área que você atua, pode contribuir na melhoria da vida da população?
GABRIEL – A engenharia tem a função de facilitar o dia a dia das pessoas, os produtos  industrializados, os eletrodomésticos, smartphones, são frutos do desenvolvimento da engenharia. Quando se trata  da minha área de atuação, ela está mais voltada para a produção de bens de consumo e aprimoramento dos processos de produção, pode-se dizer que está indiretamente ligada a produção de bens que facilitam o dia a dia e geram bem estar para a população.
INNOVO – Você participou da formação do grupo Innovo. Para você qual a importância do grupo para a humanização da engenharia?
GABRIEL – Com o grupo a gente pretende aproximar a engenharia do dia a dia das pessoas, porque nossa motivação é justamente fazer do nosso conhecimento técnico instrumento para solucionar as dificuldades que a população enfrenta, falta d’água, cuidado com filhos pequenos, educação de qualidade, ou seja, é inovar em prol do bem estar das pessoas.
INNOVO – O que você pretende abordar na sua coluna mensal?
GABRIEL – Na minha coluna eu pretendo trazer a importância do conhecimento científico, química, física, até a própria matemática no desenvolvimento de novas tecnologias, engenharia, na inovação em si. Vai ser tirar essas matérias da sala de aula e mostrar como são aplicadas no nosso dia a dia.
Com isso eu espero outros jovens, assim como eu, possam enxergar além das salas de aulas e passem a se dedicar em desenvolver um conhecimento que eles possam aplicar nas suas vidas.
INNOVO – Recentemente a Innovo ganhou prêmio da Fapesb com dois projetos. Como foi participar da premiação e qual a importância disto para o grupo que tem pouco tempo de criação?
GABRIEL – Foi um momento de muita emoção para a gente, que começamos a colher alguns frutos do nosso empenho em desenvolver produtos que acreditamos ser capazes melhorar o dia a dia da população. Também serviu como uma maior motivação para nosso trabalho, como ignição para algumas melhorias na organização do grupo, a exemplo do real lançamento, produção das colunas e algumas que estão por vir.
Além disso espero sirva exemplo para que outros jovens tomem a mesma iniciativa que a gente.

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Posted by Joseane Rosa

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